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De
que força se reveste esse desconhecido, tão
discreto, recostado aos cantos, atendido sem discussão
a um curto aceno?
Qual
ao mistério que envolve esse alguém, que
autoridade não é, mas a ele orienta cumprimentos
expressões e procedimentos?
Quem
é esse que com perspicácia administra
gafes e descontração, transforma simplicidade
em formalidade, sem perder a importância e o respeito;
cumpre e faz cumprir a hierarquia e antecipa detalhes
para evitar improvisos ?
Que
extraordinária influência exerce esse profissional
sobre dirigentes do mundo para definir ordem e etiqueta,
recepcionar e ser recepcionado, servir e ser servido
atender e ser atendido?
Esse
que tem sempre um sorriso nos lábios, alegria
nos olhos, respostas rápidas e soluções
precisas é o cerimonialista.
Um
misto de conselho e orientador, planejador e executor,
codificador e normatizador, decorador e contra regra.
É
comunicador, pedagogo, relações públicas,
orador e escritor, poeta e sonhador.
Sim, é ele quem planeja, organiza, executa, avalia
e ao final senta-se a última poltrona sorrindo
para si mesmo, com extrema emoção, no
silêncio do salão, agora vazio ouvindo
o bater do próprio coração e o
ressoar dos últimos passos da platéia
para dizer:
“
Obrigado meu Deus, por ter-me permitido não falhar
”
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